Indústria de uniformes de times comemora recorde produção
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quarta-feira, 16 de junho de 1999
Por Milton Bridi 
Artur Nogueira, SP, 17 (AE)- A Torcida Baby do Brasil, uma das maiores fabricantes de miniuniformes dos principais clubes de futebol, comemora o recorde de produção. A empresa, instalada no município de Artur Nogueira, na região de Campinas, confeccionou, no último mês, cerca de seis mil unidades. Os campeões de venda foram os kits contendo os uniformes dos times que estão disputando as finais dos campeonatos estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro.
A maior procura é pelo uniforme infantil do Flamengo, com 50% da preferência; em seguida aparece o do Corinthians, com 40%. O interesse do torcedor pelo produto, nos últimos dias, fez esgotar também o estoque dos kits do Palmeiras e Vasco. "Tivemos de recusar novos pedidos, já que não teríamos condições de entregar o produto até o final de semana", disse o proprietário da empresa, José Adolfo Queiroz, que há quatro anos decidiu investir no negócio.
A empresa é licenciada para produzir também uniformes do São Paulo, Santos, Botafogo (RJ), Cruzeiro e Atlético Mineiro. O microempresário avisa que utilizar as cores e os distintivos dos clubes, sem prévia autorização, pode render multas e até cinco anos de prisão, conforme determina a lei. "Eu mesmo tive problemas antes, quando não tinha consentimento dos clubes para utilizar as marcas", lembra Queiroz.
A Baby do Brasil produz dois tipos de kits. Um para bebês de até um ano, que contém quatro peças: macacão, boné, tênis e babador. O preço custa, em média, para o consumidor R$ 30,00. O outro é para crianças de um a quatro anos, com camisa e short. A novidade do segundo kit é a versão para as meninas, que vem com um vestidinho. O preço, em média, fica em torno de R$ 18 00.
A previsão é que o faturamento, nas próximas semanas pode ser ainda melhor, depois da conquista da Taça Libertadores da América pelo Palmeiras. "Se o Corinthians e o Flamengo também forem os campeões, as vendas, com certeza, aumentarão ainda mais", acrescentou Queiroz, que já começou a repor o estoque. Ainda, segundo o fabricante, dezembro é outro excelente mês para o negócio, por causa das finais do Campeonato Brasileiro.
Sucesso - O microempresário contou que decidiu entrar no ramo em 1994, depois de uma fracassada tentativa de produzir sapatinhos para crianças. O negócio prosperou, com a produção crescendo cerca de 10% ao ano. "O produto faz sucesso porque não custa caro e agrada a todos", disse Queiroz, que distribui os uniformes no eixo Rio-São Paulo, principalmente para pequenas e médias lojas de materiais esportivos.
O objetivo do fabricante é aumentar a produção e o número de times para atingir também a região Sul e o Nordeste. Queiroz está negociando para produzir mini-uniformes de outros quatro clubes -- Fluminense, Grêmio, Internacional de Porto Alegre e o Sport de Recife -- e pretende ampliar suas instalações. A fábrica, atualmente, emprega 12 funcionários e garante outros 40 empregos indiretos, com a terceirização dos setores de estamparia e costura.


