Indústria de produtos químicos pode ser multada
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Ibiporã - O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná, Raimundo Maia Campos Júnior, afirmou que a indústria Innovare Produtos Químicos para Couro deve ser multada pelos danos ambientais provocados pelo vazamento decorrente de um incêndio que tomou conta da empresa na quarta-feira, no Parque Industrial 4, em Ibiporã. Segundo ele, mais detalhes sobre o acidente devem ser divulgados entre segunda e terça-feira.
"Ainda não temos o valor, que depende da extensão do dano ambiental causado. Vamos analisar os relatórios de nossos engenheiros para depois divulgar nossa decisão. Nós voltaremos ao local para tentar buscar mais informações sobre o caso", prometeu. Campos Júnior destacou que este é o maior dano ambiental na região desde que um vagão da América Latina Logística tombou em 2002 e o combustível atingiu o Ribeirão Quati.
O chefe regional do IAP destacou que a empresa possui licença ambiental para operar, mas que o acidente mostrou que havia falhas no processo. "Vamos comparar o que eles podiam fazer com o que eles faziam de fato", destacou.
A reportagem tentou entrar em contato com a empresa, mas o telefone permaneceu ocupado durante todo o dia de ontem e os e-mails enviados não foram respondidos.
O major Luiz Alberto Bueno Cândido, supervisor de serviços da equipe do Corpo de Bombeiros, afirmou que foram identificadas as substâncias que estavam no depósito. "Conversamos com o químico da empresa e há a possibilidade de que a explosão tenha sido provocada por uma reação química com o ácido fórmico. Além dele, outras substâncias que estavam no local são o sulfidrato de sódio, o ácido acético, o ácido sulfúrico diluído e um sal industrial. Todos são utilizados para tratar o couro", destacou.
Cândido explicou que os bombeiros conseguiram recuperar dois terços das substâncias químicas que estavam na indústria. "Ficamos das 3h30 até as 20 horas para controlar a situação. Infelizmente uma boa parte do que vazou da indústria era o ácido acético, que possui um odor de vinagre e isso que provocou a morte dos peixes", explicou.


