São Paulo, 12 (AE) - Fabricantes de biscoitos e massas alimentícias dizem que estão "no limite" da capacidade de suportar os recentes aumentos de custos, como de combustível, energia elétrica, telefone, entre outros, sem fazer o devido repasse para preços.
"Vamos avaliar e até agosto não vamos repassar", diz o presidente do Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias do Estado de São Paulo (Simabesp), José dos Santos dos Reis.
Ele explica que, como o mercado está muito competitivo, as indústrias optaram por achatar as margens para não perder o consumidor.
Vendas - O setor de massas é biscoitos encerrou o primeiro semestre deste ano com um aumento médio de 4% no volume produzido em relação a igual período do ano passado, mas faturando entre 2% e 2,5% mais. "Nossos preços caíram este ano", diz Reis.
Mas os números que constam no relatório da entidade mostram que o preço médio do quilo da massa e do biscoito aumentou no ano passado na comparação com anterior. Em 1998, um quilo de biscoitos custava em média R$ 2,57, ante R$ 2,35 em 1997. Nesse mesmo período, o preço das massas passou de R$ 1,30 o quilo, em 97, para R$ 1,35 no ano passado.

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