Indústria de bens de capital sob encomenda refaz contratos
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terça-feira, 23 de fevereiro de 1999
por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 24 (AE) - As indústrias de bens de capital sob encomenda estão refazendo contratos antigos, adaptando-os à desvalorização cambial. Mesmo assim, isto está sendo díficil, porque o valor do dólar em relação ao real está oscilando muito, admitiu o presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e da Indústria de Base (Abdib), José Augusto Marques.
Segundo ele, até o momento nenhum contrato para obra de infra-estrutura foi cortado, mas alguns estão tendo seus prazos sendo analisados. "O momento é díficil e não dá para entender por que n o temos ainda um presidente do Banco Central? A demora acaba atrapalhando a economia como um todo, deixando as empresas em dificuldade para se programarem adequadamente", afirmou Marques.
O importante, segundo José Augusto Marques, é que os investidores estrangeiros comprometidos com a área de infra-estrutura mantêm seus investimentos no País. "Até agora ninguém desistiu. Eles sabem que o País não vive somente de momentos, mas tem um futuro certo. Por isso prosseguem investindo por aqui", explicou.
José Augusto Marques disse que indústrias como a de bens de capital sob encomenda, que têm contratos de médio e longo prazos no fornecimento de equipamentos, devem ajustar mesmo seus contratos, sob pena de sofrerem prejuízos, caso não o façam. "Por isso, no momento, há uma movimentação de renegociação de contratos, o que está sendo feito de forma tranquila. Logicamente toda negociação envolve algum tipo de dificuldade", afirmou o presidente da Abdib.


