São Paulo, 13 (AE) - A Dori Alimentos - fabricante de balas, chocolates e confeitos - duplicou a produção em dezembro, passando a 2,5 mil toneladas ao mês. Além disso, acaba de entrar no segmento de balas gelatinosas, que até recentemente o mercado só dispunha das importadas. Nessa empreitada foram desembolsados R$ 28 milhões.
Metade dos investimentos foram destinados à fábrica de Marília, interior do Estado de São Paulo, onde a produção inicial de gelatinosas é de 200 toneladas/mês. "Até outubro estaremos operando com plena capacidade instalada de 1,5 mil toneladas/mês", afirma Francisco Petelinca, coordenador de vendas. O restante ficou por conta da ampliação do parque industrial das duas unidades de Rolândia, interior do Paraná, onde são fabricados chocolates, confeitos, balas duras e recheadas.
Os planos da Dori não param aí. Uma nova unidade fabril já está sendo pensada. Petelinca, no entanto, evita falar sobre a nova fábrica mas garante que será construída em Marília e que nãos e trata de um projeto a longo prazo.
O motivo de tanto entusiasmo pode ser explicado pela receita, que vem engordando nos últimos anos. Dona de um faturamento de R$ 100 milhões no ano passado, o coordenador de vendas projeta por baixo um crescimento de 10% para esse ano. As exportações, explica, deverão crescer no mesmo patamar.
Com contratos fechados com a áfrica, Europa, Japão e Estados Unidos, a Dori acaba de conquistar o mercado chinês. Na 3ª Sweet Brazil, que começou hoje no Center Norte, em São Paulo, a Dori espera ganhar mais uma gama de clientes estrangeiros e ampliar sua participação no mercado interno. O grande lançamento nesta feira são as gelatinosas. O novo produto custa entre 30% e 50% mais barato que o importado. Enquanto a bala nacional sai, em média, a R$ 12,00 o quilo a importada chega a custar acima de R$ 20,00.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolate
Cacau, Balas e Derivados (ABICAB) apontam um consumo no Brasil de 760 mil toneladas de chocolate, balas e confeitos ao ano, o que representa um aumento de 54,8% no consumo nos últimos cinco anos. Um crescimento anual aproximado de 11%. A entidade revela ainda que o setor é responsável por mais de 6% do mercado mundial de confeitaria, que movimenta US$ 100 bilhões por ano. O segmento é considerado um dos 10 mais importantes do País e na política do governo de incentivo às vendas ao exterior faz parte do programa dos Novos Pólos de Exportação. "Esse fato auxilia no ajuste da balança comercial, através do aquecimento do setor externo", afirma Getúlio Ursulino Neto, presidente da ABICAB. E acrescenta: o Brasil é o 5º principal mercado mundial na produção de chocolates, com 329 mil toneladas e o 2º na produção de balas e confeitos, com 435 mil toneladas, perdendo apenas para os Estados Unidos.

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