Indústria de autopeças prevê ampliação do mercado de trabalho
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domingo, 21 de março de 1999
por Marli Olmos 
São Paulo, 22 (AE) - A indústria de autopeças pretende abrir novos empregos no próximo ano. A informação é do presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças), Paulo Butori. Segundo ele o ano 2000 será de consolidação do setor em vista dos resultados do aumento de exportações e maior índice de nacionalização nos carros brasileiros, impulsionados pela desvalorização cambial.
A indústria de autopeças vai ficar mais competitiva e conseguirá até driblar os aumentos de custos. O preço do aço, por exemplo, subiu em média entre 9% e 11%. A desvalorização cambial, porém, chegou a 53% nos primeiros três meses do ano. "Mesmo que a inflação atinja 18% ou mais ainda ficaremos em condições de competir nos mercados interno e externo", disse Butori.
Para o presidente do Sindipeças o novo cenário vai criar condições de aumentar o nível de emprego no Brasil a partir do próximo ano. Por enquanto, o setor não fala em abrir vagas porque ainda não se estruturou à nova realidade. O aumento do índice de nacionalização, por exemplo, deverá levar 6 meses em média.
Ele citou ainda a perda de vendas no mercado Argentino, que representa o segundo maior nas vendas externas do setor. A indústria de autopeças faturava por ano US$ 1 bilhão. Com a previsão de queda de 50%, Butori lembra que o setor deverá buscar novos mercados para ganhar os US$ 500 milhões restantes. Hoje o setor entrega 162,3 mil trabalhadores. Foram demitidos 5 mil desde dezembro. O índice de ociosidade está abaixando. Passou de 36% em fevereiro para 27% este mês.


