Indústria chilena suspende produção para diminuir poluição na capital
Santiago, 26 (AE-ANSA) - Mais de três mil estabelecimentos industriais de Santiago não funcionaram hoje (26) por causa de uma emergência ambiental decretada pelas autoridades chilenas. Além disso, as péssimas condições de ventilação levaram a proibição de circulação nesta segunda-feira (26) de 80% dos automóveis que não possuem catalisador na região metropolitana. O Serviço de Saúde Metropolitano de Meio Ambiente (Sesma) ainda proibiu a população de acender fogueiras e lareiras, assim como as queimas de pastagens e lixo. As autoridades também orientaram as escolas de ensino pré-escolar, primário e ginasio que suspendessem as aulas de educação física. De acordo com o diretor da Comissão Nacional de Meio Ambiente, Patricio Vallespín, o aumento da poluição atmosférica na capital deve-se "a presença de uma massa de ar quente que diminuiu as condições de ventilação". O monitoramento nas diferentes estações revelou um nível médio de 450 partículas suspensas no ar, o que é considerado crítico para a saúde. O nível ótimo corresponde a presença de menos de 100 partículas. Os índices de qualidade do ar hoje, em Santiago, são os piores dos últimos 14 meses.





