Curitiba - A Philip Morris do Brasil emitiu uma nota ontem afirmando que ''a firme regulamentação oferece uma solução de longo prazo para as questões do tabaco que podem ser benéficas tanto para os objetivos de saúde quanto para os nossos objetivos de negócios''. De acordo com o texto, esse posicionamento reflete o pensamento da Philip Morris International sobre a Convenção Internacional de Controle do Tabaco, da Organização Mundial da Saúde (OMS), do qual o Brasil é um dos primeiros signatários.
Para que a convenção entre em vigor será necessária a adesão de 40 países. Até agora, 27 aderiram à convenção que prevê, entre outras medidas, o aumento do preço do cigarro e o controle de sua venda e publicidade. Segundo a Philip Morris, o Brasil já implementou a regulamentação de vários tópicos abordados pelo tratado. ''A regulamentação nos possibilita prosseguir com nosso objetivo de desenvolver nosso negócio no setor de cigarros em um ambiente onde todos seguem as mesmas regras e levando em consideração as preocupações da sociedade'', diz a nota.
O presidente do Sindicato da Indústria do Fumo, Cláudio Henn, disse, no Rio, que o aumento dos impostos sobre o cigarro e de seu preço final não inibe o consumo. Mas incentiva o contrabando. ''Foi o que aconteceu na Inglaterra'', lembrou ele. Segundo Henn, o consumo de cigarros no Brasil estabilizou-se em 150 bilhões de unidades por ano, sendo 46 bilhões (quase um terço) ilegais.
Ele reconhece que o preço do cigarro brasileiro é inferior ao cobrado na Europa e nos Estados Unidos. ''Mas o nosso poder aquisitivo é menor'', justificou. ''Quanto ao imposto, o nosso fica em torno de 70% do preço final, acima do que os americanos cobram e na mesma proporção dos europeus.''
A Souza Cruz recusou-se a comentar o acordo assinado em Genebra, na Suíça, alegando que o documento fala da indústria do fumo em geral, não da companhia.

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