Indonésia fixa data para consulta popular em Timor
Nusa Dua, Indonésia (AE-AP) - O presidente da Indonésia, B.J. Habibie, marcou para 8 de agosto a data da consulta popular sobre o futuro de Timor Leste, acatando um pacote de propostas de autonomia para o território mediado pela ONU.
Depois de participar de um encontro com o primeiro-ministro australiano, John Howardie, realizado na ilha de Bali, Habibie acrescentou que o governo de Jacarta assinará o acordo no próximo dia 5, abrindo caminho para a realização da votação na ex-colônia portuguesa de 800 mil habitantes.
O líder indonésio revelou também que a consulta poderá ser monitorada por um time de seis nações - Grã-Bretanha, Alemanha, Estados Unidos, Filipinas e Japão - e que uma força policial internacional constará no pacto.
Mais tarde, a assessora governamental, Dewi Fortuna Anwar, explicou que tal polícia internacional não será uma força de paz. "Haverá policiais civis, bem como assessores da polícia indonésia. Não é uma força de paz da ONU", disse.
Ao ser indagado como faria para desarmar as milícias em conflito em Timor e garantir, assim, a realização da votação, Habibie respondeu: "Tenho pleno confiança nas Nações Unidas para que (a votação) ocorra de maneira franca e aberta".
O resultado do encontro surpreendeu a delegação australiana, que disse ter conseguido mais do que o esperado. O premier australiano chegou a prever a abertura de um consulado em Dili, a capital de Timor, até o final de maio.
Os chanceleres Ali Alatas, da Indonésia, e Jorge Gama, de Portugal, que governou Timor Leste até 1975, chegaram a um acordo sobre o plano de autonomia na última sexta-feira, na sede das Nações Unidas, em Nova York.
A assinatura do acordo, porém, foi adiada para 5 de maio porque Alatas precisava da aprovação de Jacarta para questões de segurança e outros assuntos relacionados à realização da consulta popular.





