Jacarta, 21 (AE-AP) - O exército da Indonésia, sofrendo perdas crescentes nos confrontos da província de Aceh, despachou um batalhão de fuzileiros navais para reforçar unidades que combatem os separatistas, informou hoje a agência de notícias Antara.
Enquanto isso, numa rara entrevista, Hasan di Tiro, líder do movimento para a independência da província, hoje exilado na Suécia, disse que a Indonésia não tem direito de governar Aceh. Ele associou o governo de Jacarta ao governo colonial holandês.
Numa entrevista à Far Eastern Review, com base em Hong Kong, di Tiro, que declarou a independência de Aceh em 1976 e três anos depois fugiu para a Suécia, descartou as propostas feitas pela Indonésia para autonomia da região e classificou-as como absurdas.
Citando fontes do exército, Antara disse que 600 fuzileiros navais chegaram ontem a Lhokseumawe, capital de Norte Aceh, de onde devem ser enviados para os lugares de maior confronto.
A chegada dos fuzileiros cumpriu um juramento do tenente-general Sugiono, de tomar medidas rígidas contra os insurgentes que querem estabelecer um estado independente islâmico na rica região de petróleo e gás, que fica a 1.750 quilômetros de Jacarta.
Sugiono disse que novas tropas seriam necessárias para garantir a segurança ao longo da costa de Aceh e reprimir contrabandos.
O ministro das Relações Exteriores da Malásia negou ontem a informação publicada por um jornal indonésio que acusava a Malásia de apoiar o Movimento Aceh Livre.
Confrontos entre tropas do governo e insurgentes aumentaram agudamente nas últimas semanas. Pelo menos oito soldados morreram até agora só nesta semana, contra as 20 pessoas mortas na semana passada.
Em Jacarta, um dia depois de sofrer um derrame, Suharto, o autocrata que governou a Indonésia por várias décadas, conversOU e recebeu visitas, disseram hoje amigos e médicos. O diretor do hospital onde está internado informou que apesar de ter um problema arterial no cérebro, Suharto pode falar e "espera-se que ele melhore ainda mais hoje".

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