Indonésia acusada de organizar matanças em Timor Leste
Jacarta, 13 (AE-ANSA) - A Organização das Nações Unidas (ONU) acusou hoje (13) a Indonésia de ter "organizado sistematicamente" as matanças ocorridas em Timor Leste, onde, segundo missionários, pelo menos 20.000 pessoas foram assassinadas por milícias antiindependência.
No dia seguinte da decisão de Jacarta de aceitar o envio de uma força de paz internacional a Timor Leste, chegou-se a uma conclusão sobre a matança coletiva na região, indicando, ao mesmo tempo, seus repensáveis. "Todos me dizem que as Forças Armadas indonésias estão totalmente comprometidas na sistemática organização do banho de sangue", disse a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Mary Robinson.
Várias fontes da ONU indicam cifras diferentes sobre os refugiados. Referindo-se a eles, chamados pela ACNUR de IDP (Internally Displaced Persons), a Unicef fala de 68.000 pessoas, enquanto que porta-vozes da organização internacional mencionam mais de 100.000. Por sua parte, fontes religiosas sustentam que os refugiados são 400.000 ou mais.
Diante desta catástrofe humana, Jacarta segue pretendendo indicar os países que constituirão a força internacional de paz: "Países asiáticos e amigos", dizem na capital.





