São Paulo, 16 (AE) - As aldeias indígenas de todo o País terão telefones por força de contratos de concessão com operadoras, que determinam a instalção de aparelhos em comunidades com mais de 100 habitantes. A garantia foi dada hoje pelo ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, durante uma aula magna com o tema Novas Tecnologias, Comunicação e Perspectivas, na Fundação Armando álvares Penteado (Faap), em São Paulo.
O ministro fez um balanço da abertura do setor de telecomunicações e destacou que os avanços na telefonia domiciliar podem ser traduzidos em números. "Antes do processo de privatização no setor eram computados 20 milhões de acessos e hoje são 27 milhões", disse "Minha previsão é de que até o final do governo esse número se iguale com os da telefonia celular, em torno de 40 milhões de aparelhos", previu.
Pimenta da Veiga afirmou também que está sendo implantado um backbone para transmissão de dados, em uma infovia de alta velocidade, ligando o Acre a Porto Alegre. "Na semana passada inauguramos em Rondonópolis, no Mato Grosso, parte deste processo de instalação de 8,6 mil quilômetros de fibra ótica, com a participação do presidente, ao vivo, em videoconferência, para trabalhadores num galpão de uma fazenda daquele município"
afirmou.
TV - A mudança do padrão de TV analógico para digital, disse, deve gerar profundas modificações no mercado de produtos e serviços nesse setor. "O primeiro impacto deve ser sentido no aumento do número de canais, que dobrará no primeiro ano, pois as TVs precisarão manter dois padrões em funcionamento até que todos os aparelhos receptores de TV sejam substituídos", destacou.
O ministro falou também das mudanças que a Internet está trazendo para o setor dos serviços postais. O projeto de lei que altera o nome e dá nova regulamentação para a ECT estima uma participação ativa da nova empresa, que será chamada Correios do Brasil S.A., nas operações de comércio eletrônico. "Vamos criar uma instituição ágil para fazer entrega de encomendas geradas pelas transações comerciais na Internet, mas isso não significa que ela será privatizada", garantiu.

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