Campo Grande, 06 (AE) - Grupos de até 50 índios estão chegando desde domingo na Aldeia Panambizinho, um Distrito de Dourados MS). Eles estão reforçando o grupo de 260 Guaranis-Kaiowas que habitam o local com 60 hectares, visando expulsar 30 fazendeiros brancos vizinhos da aldeia. Os fazendeiros são donos de 1.240 hectares decretados terras indígenas desde 95.
Pelo menos 500 produtores rurais se revezam na vigilância da área, percorrendo as fazendas a pé, a cavalo e de carro. Estão armados, garante o coordenador do núcleos da Fundação Nacional do Índios em Dourados, a 238 quilômetros de Campo Grande. Os fazendeiros que fazem a ronda, porém, não exibem armas de fogo.
Os índios também se movimentam de um lado para outro dentro da aldeia que fica no Distrito de Panambizinho, a 45 quilômetros do centro de Dourados. Estão pintados para guerra e exibem armas primitivas como arcos, flechas e lanças. Wilson Matos afirmou que não pode garantir a paz, pois a qualquer momento pode estourar uma guerra.
Os 1240 hectares exigidos pelos índios estão ocupados desde de 1948 pelos produtores rurais. A gleba toda formava a antiga Colônia Agrícola Nacional de Dourados, criada pelo então presidente Getúlio Vargas, quando implantou a reforma agrária no País. Em 1992 a Fundação Nacional do Índio demarcou as terras dos fazendeiros, considerando-as indígenas, criando dessa forma o atual conflito.

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