Índios se organizam para Fórum Social
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2001
Agência Estado De Porto Alegre 
As nações indígenas da América Latina já garantiram seu espaço no Fórum Social Mundial, que será realizado em Porto Alegre entre 25 e 30 de janeiro, para discutir sobre o futuro e a sobrevivência dos povos. O tema prioritário dos debates que irão originar um documento final, será a reivindicação de terra para os povos originários. Os participantes discutirão também alternativas para os povos indígenas com a globalização e nova legislação.
O evento contará com a presença de índios de todo País, integrantes da Associação das Organizações Indígenas do Sul, da União dos Estudantes Universitários Indígenas, da União das Nações Indígenas do Acre e do Sul do Amazonas e da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, e de associações da Argentina, Venezuela e Colômbia, entre outros.
No Rio Grande do Sul, segundo a coordenadora executiva do Conselho Estadual dos Povos Indígenas, Maria Luiza Santos Soares, existem 14 mil índios, 12.500 caingangues, que vivem em aldeias no Alto Uruguai, norte do Estado, e 1.500 guaranis, espalhados na região das Missões, no litoral e em algumas aldeias caingangues. O encontro servirá para discutir a exclusão dos índios do Rio Grande do Sul da pauta nacional, explica Maria Luiza. Segundo a coordenadora, os índios do Estado têm o menor índice de ocupação de território do País, mas são mais numerosos que o Acre.
Durante o evento, os povos ficarão acampados no Parque Harmonia, na capital. Haverá apresentação de dança e música indígenas e venda de artesanato. O Fórum, planejado para fazer um contraponto ao realizado em Davos, na Suíça, de enfoque econômico, será voltado para as áreas humanística e social.


