Após a ocupação de uma fazenda em Tamarana (Região Metropolitana de Londrina), por cerca de 300 índios caingangues, na terça-feira (12), uma reunião foi realizada nesta quarta-feira (13) em busca de uma solução para o impasse. Estiveram presentes no encontro o comando da Polícia Militar na região, Ministério Público, Sociedade Rural do Paraná, Polícia Federal, Funai (Fundação Nacional do Índio), representantes do governo do Estado e do dono da propriedade.

Na reunião, foi decidido pelo religamento da energia de uma propriedade que os índios estavam anteriormente, que teria motivado a ocupação da Fazenda Tamarana. O grupo nega que a causa seja essa. A proposta foi levada, em seguida, para os índios, que se recusaram a deixar a fazenda. Apoiados em um documento da década de 1950, eles defendem que cerca de 700 hectares da terra onde estão são deles.

"O grupo quer que a Funai de Brasília se manifeste em relação à doação que o Estado fez de 6.300 hectares de área naquela região. Enquanto isso não acontecer, garantiram que irão permanecer", explicou Marcos Cesar Cavalheiro, chefe da coordenação da Funai em Londrina. Segundo ele, a Justiça da cidade assumiu o compromisso de ir a Brasília para contribuir na resolução do problema.

A defesa de Eucler Alcântara Ferreira, proprietário da Fazenda Tamarana, declarou que irá pedir a reintegração de posse da área já que não houve acordo. "Não dá para viver em uma insegurança jurídica enquanto esperamos uma solução de Brasília. É um prejuízo muito grande. Vamos buscar a reintegração do local, inclusive com a aplicação de multa em caso de descumprimento", afirmou o advogado Sebastião Ferreira.

Dois funcionários da fazenda, que fica ao lado da Reserva Apucaraninha, permanecem no local desde a ocupação e não estão enfrentando problemas com os caingangues. Os índios garantiram que a intenção não é promover atos de vandalismo. Eles ocupam dois galpões da propriedade, pátio e área de lazer.

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