Brasília - Cerca de 200 índios xikrin e juruna estão acampados desde o dia 21 nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na tentativa de acelerar o cumprimento das condicionantes destinadas a amenizar os efeitos negativos da usina para as populações indígenas afetadas.
A organização do movimento responsável pela ocupação está aguardando, para os próximos dias, a chegada de outros 100 índios das etnias Paracanã e Xipaia para reforçar a manifestação nas obras da usina.
Entre as reivindicações está a implantação do Plano Básico Ambiental (PBA), destinado a estabelecer e efetivar os programas de compensação e mitigação dos impactos já sentidos na região pelos índios.
Eles cobram também a definição da situação fundiária de terras indígenas, além da construção de mais estradas, como alternativa ao transporte fluvial que será prejudicado pela barragem e pela redução da vazão do Rio Xingu. O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) informou que classifica a atual ocupação como pacífica.

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