Santa Amélia – Índios guaranis da Terra Indígena Laranjinha em Santa Amélia (Norte Pioneiro) realizam na manhã de hoje um ato público cobrando mais atenção das autoridades. O evento está marcado para começar às 10 horas na praça principal do município.
Uma das reivindicações dos 280 índios é pela falta de apoio a um morador da reserva de 19 anos que foi espancado em dezembro do ano passado e até agora não foi submetido a uma cirurgia nas pernas. "Ele foi agredido por seis rapazes só porque era morador da aldeia. A cirurgia é muito cara e até agora nem o governo estadual nem a Funai (Fundação Nacional do Índio) e o município conseguiram viabilizar a operação. O caso dele é grave, ele não consegue andar sozinho e corre o risco de ficar com sequelas", contou Mário Jacinto, representante da Funai na Terra Indígena.
Segundo Jacinto, a cirurgia já foi solicitada à Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde, mas não há previsão da liberação do procedimento. O protesto de hoje vai contar também com o apoio dos moradores de Santa Amélia.
"Os índios pedem a presença dos seus representantes pelo menos duas vezes ao ano na reserva para que eles possam conhecer a realidade e a necessidade dos moradores. Aqui na Terra Indígena nunca aparece ninguém", frisou Mário Jacinto.
O coordenador da Regional Interior-Sul da Funai, Antônio Izomar Marine, informou que desconhecia a realização do ato público. Ele garantiu que iria entrar em contato com os coordenadores da região de Santa Amélia para que eles atendessem os pedidos dos indígenas.
A reportagem tentou contato com o coordenador do Sesai no Paraná, Paulo Camargo, mas ele não atendeu as ligações.

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