Índios permanecem na sede da Funai
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Londrina- Um grupo de 150 índios formado por integrantes das reservas de Pinhalzinho, Porto Velho, São Jerônimo da Serra e Apucaraninha continuam ocupando a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Londrina. Eles tomaram a sede do escritório por volta das 15 horas de anteontem para reivindicar a nomeação de um administrador regional para a entidade. Há cinco meses a Funai em Londrina é administrada interinamente por Evelise Viveiros Machado.
Segundo o organizador do protesto e membro da Comissão Nacional de Política Indígena, Ivan Bribis Rodrigues, da Reserva Apucaraninha, as lideranças já indicaram um substituto (o indígena Mario Jacinto), que ainda não foi nomeado. De acordo com Rodrigues, o objetivo da manifestação é pressionar a Funai em Brasília para que a portaria saia o mais rápido possível. ''A ocupação é por tempo indeterminado. Com a administração interina não há como fazer o ordenamento das despesas e as aldeias estão com dificuldade para trabalhar. Os processos de demarcação de terras na região também estão paralisados porque os recursos da Funai foram bloqueados'', afirmou Rodrigues.
De acordo com Rodrigues, há dias um grupo de manifestantes vem mantendo contato com assessores da presidência do órgão e a resposta é que estão tentando agilizar a nomeação . ''Caso a situação não se resolva até o final da semana uma comissão irá a Brasília na segunda-feira para se reunir com o presidente da Funai (Marcio Augusto Freitas Meira)'', adiantou Rodrigues.
Segundo a administradora interina, Evelise Viveiros Machado, até o final da tarde de ontem a situação continuava a mesma. ''O impasse ocorre porque a Casa Civil precisa emitir um parecer para a nomeação do substituto'', explicou. De acordo com Evelise, a maioria dos funcionários foi dispensada porque a ocupação da sede prejudicou a continuidade dos trabalhos. ''Não sabemos o que pode acontecer'', acrescentou.
Na quarta-feira, o mesmo grupo liberou por três horas as cancelas da praça de pedágio de Ortigueira (BR-376), em protesto contra projetos de lei que impedem a divisão de terras indígenas em todo o Brasil. A manifestação fez parte de um movimento nacional que fechou outras praças em todo o País.


