Os operadores da usina hidrelétrica da Copel localizada dentro da Terra Indígena Apucaraninha, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina), deixaram de ser mantidos como reféns pelos caingangues, que exigem indenização por danos ambientais provocados pelo empreendimento.
Um dos funcionários, Greisson Aqua, contou que a liberação ocorreu na manhã de ontem e que o clima era tranquilo no local. Segundo ele, os índios exigiram apenas que houvesse sempre três operadores na usina - o que na prática já ocorre, uma vez que a maioria dos funcionários reside longe da localidade e prefere ir embora somente no dia de folga.
Dois barris contendo óleo diesel, com os quais os índios ameaçam queimar a hidrelétrica, foram mantidos na porta da sala de máquinas. Dezenas de caingangues também permanecem acampados em frente ao portão da usina. Eles prometem ficar no local até a próxima terça-feira, quando está agendada uma reunião com diretores da Copel.

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