Índios fazem técnicos do Incra reféns
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sábado, 28 de julho de 2001
Agência EstadoDe Cuiabá 
Quatro técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram tomados reféns por índios terenas, que estão, provisoriamente, acampados na chácara Lago Azul, nas imediações de Rondonópolis, a 210 km ao sul de Cuiabá. As 300 famílias de índios sem-terra remanescentes da nação terena de MS querem a desapropriação da Fazenda Mirandópolis para criar uma reserva indígena em Mato Grosso.
Ontem, os índios terenas voltaram a interditar a BR-163, entre os quilômetros 14 e 15, ligando MT a MS e à região Sudeste do País. Anteontem, os mesmos índios bloquearam a rodovia por oito horas. Até o começo da tarde, os funcionários do Incra eram mantidos como reféns e incomunicáveis.
A equipe foi feita refém por volta das 9 horas ao chegar ao acampamento para explicar aos índios o processo de desapropriação da área reivindicada. A queda-de-braço entre índios, Incra e Fundação Nacional do Índio (Funai) ocorre há quatro anos.
Os índios só devem liberá-los caso a direção do Incra em Brasília se comprometa a assentá-los nesta final de semana na Fazenda Mirandópolis, localizada na região sul de Mato Grosso. Em março deste ano, duas equipe de televisão foram sequestradas pelos terenas.
Só vamos liberar os reféns depois que chegar alguma decisão de Brasília, prometeu o cacique Milton Rondon. Já estamos cansados de tanta promessa e de sermos enrolados nesses últimos quatros anos. A assessoria de imprensa do Incra em Mato Grosso informou que qualquer decisão só deverá ser tomada na segunda-feira.


