Brasília, 29 (AE) - Uma equipe de fiscais da Delegacia do Ministério do Trabalho de Paracatu, em Minas Gerais, resgatou com a ajuda de advogados e antropólogos da Fundação Nacional do Índio (Funai) 22 índios que trabalhavam em condições análogas às de escravo em três fazendas no município de Cabeceiras de Goiás. A cidade fica na divisa de Goiás com Minas Gerais.
Segundo a subdelagada do Trabalho em Paracatu, Dália Maria Chaves Ulhoa, os indígenas foram aliciados para trabalhar na colheita de feijão para o fazendeiro Antônio de Almeida Neto, que foi autuado. Eles iriam receber R$ 7, mais alojamento e comida, para colher o produto numa área com extensão de 50 por 20 metros.
"A situação dos índios que estavam no local era degradante", informou Ulhoa. A delegada disse que no momento da autuação os índios não estavam em atividade.
A Funai informou, no início da noite, que a equipe que foi ao local encontrou os índios com fome, descalços, dormindo no chão e alojados num casa fétida, sem as mínimas condições de higiene.
Uma antropóloga, um advogado e um assessor do órgão foi às fazendas acompanhar a fiscalização da Delegacia do Trabalho.

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