Índios deixam 13 fazendas em Pau Brasil, BA
Salvador, 21 (AE) - A Polícia Militar desocupou hoje 13 fazendas invadidas há sete dias por 1.200 índios pataxó hã hã hãe, em Pau Brasil, a 550 quilômetros de Salvador. Não houve resistência. Os pataxó reivindicam a posse da área, de 53 mil hectares, na Justiça. Com a saída 250 colonos, que não aceitam negociar uma indenização, poderão voltar para seus lotes. Os índios são acusados de ter matado dois policiais militares em uma emboscada .
Os pataxó permaneciam na fazenda Milagrosa, de Alberto Pereira, que admite ser indenizado pela terra. Os índios dançaram o toré, depois de se concentrarem na Milagrosa, de onde só pretendem sair com uma solução definitiva para a crise. Segundo Luciano Santos, integrante do Conselho Indigenista Missionário, os pataxó se queixaram de espancamentos e de terem sido provocados pelos policiais.
Os pataxó hã-hã-hãe reivindicam as terras, que foram demarcadas em 1936, mas os colonos distribuídos em 435 fazendas, têm títulos de posse concedidos pelo governo da Bahia. A questão está na Justiça há 17 anos.
O vice-presidente do Sindicato Rural de Pau Brasil, Marcos Guimarães, pediu a conclusão do inquérito aberto para apurar a morte de dois soldados, em uma emboscada, na quarta-feira (17)."Duas vidas foram embora e todo mundo já está esquecendo", disse.Os pataxó afirmam que pistoleiros contratados pelos colonos estavam nas imediações da Fazenda São Lucas, próximo ao local onde os policiais Jonivaldo da Silva e Deusmar Barreto foram mortos.





