Índios debatem formas de garantir preservação de áreas
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terça-feira, 11 de julho de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
Representantes de áreas indígenas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo estão reunidos em Curitiba para discutir a revisão da lei federal número 6001/73, que define o Estatuto dos Índios e das Comunidades Indígenas. Eles querem a garantia de que a revisão da lei trará a possibilidade de uma área maior de preservação ambiental destinada aos índios e respeito às diferenças culturais.
Temos que garantir a preservação da nossa origem, a nossa mata, nossa terra. O índio não pode sofrer a interferência cultural do branco, afirmou Lorival de Oliveira, presidente do Conselho Indígena do Paraná e morador da Reserva Apucaraninha, em Tamarana, Norte do Paraná.
Entre os principais pontos que precisam ser revistos, de acordo com ele, é o da criminalidade. Um índio não pode ser colocado na cadeia por ter cometido algo que venha a ferir a cultura do branco. Temos que ter limites. Índio não pode ser jogado contra outro índio. Outro problema que precisa ser revisto, segundo ele, é o da garantia de terra.
A Reserva Apucaraninha tinha originalmente cerca de 14 mil alqueires e atualmente tem 6,2 mil. Para onde foi o resto? Com certeza o governo federal tomou. Temos que pensar o que irá acontecer com os nossos filhos, declarou.
A garantia de terras também é a principal preocupação do índio Milton Moreira Wherá, representante da etnia Guarani do litoral de Santa Catarina. Temos que ampliar as terras que estão sob a proteção dos índios, as áreas que servem para a agricultura, para que a gente possa produzir, disse.
Em todo o Paraná, existem atualmente 10,2 mil índios que vivem em 17 reservas e 85 mil hectares de terras. As reservas estão concentradas predominantemente nas regiões de Londrina, Guarapuava e litoral paranaense. O Fórum Regional de Direitos Indígenas 2000 para o Sul e Sudeste termina amanhã.


