Curitiba, 19 (AE) - Cerca de 300 índios estão acampados na frente da sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), no centro de Curitiba, em protesto contra a falta de atendimento médico e farmacêutico nas aldeias. Eles são de 17 reservas do Paraná. Os indígenas chegaram em sete ônibus e ameaçam ficar acampados "por tempo indeterminado", até que tenham resposta para suas reivindicações.
O líder da reserva de Mangueirinha, João Carlos Mader, diz que os índios estão revoltados porque o atendimento piorou muito desde que o serviço foi transferido da Fundação Nacional do Índio (Funai) para a Funasa, há seis meses. O coordenador regional da Funasa, Hélio Sanfelice, passou o dia reunido com os índios, mas até o começo da noite não havia chegado a nenhum acordo com os manifestantes. Sanfelice entrou em contato com a presidência do órgão, em Brasília, e uma comissão é esperada amanhã no local. De acordo com Mader, a reserva de Mangueirinha, por exemplo, recebe apenas R$ 500,00 por mês para cuidar dos 2 mil índios do local. Além disso, citou, faltam enfermeiros e agentes de saúde.

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