Médicos e estudantes participaram nos últimos dias da mobilização nacional contra o plano do governo federal de trazer profissionais estrangeiros para trabalhar em cidades do interior.
"Não somos contra a ‘importação’. O que somos contra é a vinda de profissionais sem a análise de sua eficiência, tanto da língua portuguesa, como da questão técnica. E também queremos mostrar a indignação com os rumos que a saúde pública está tomando. Não é o médico que é o responsável por isso, e sim os gestores", argumenta o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM-PR), Alexandre Bley.
O presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), João Carlos Baracho, diz que a classe se sentiu desrespeitada com "essa visão muito parcial de que se resolve tudo importando médicos". De acordo com ele, o problema da saúde é "muito maior" e inclui a falta de financiamento do setor público, principalmente do governo federal, que não estaria investindo 10% do seu orçamento em saúde. "Temos certeza que o médico irá para o interior a partir do momento em que exista infraestrutura – postos de saúde equipados, serviços de qualidade de atendimento e laboratórios para se fazer um bom diagnóstico."

O governo anunciou ontem que paralisou as negociações para a vinda de 6.000 médicos cubanos ao país e deve lançar nesta semana programa para atrair profissionais estrangeiros tratando Espanha e Portugal como países "prioritários"

Segundo dados do Ministério da Saúde, há hoje no Brasil 1,8 médicos por mil habitantes. O índice é baixo quando comparado com os de vizinhos como a Argentina (3,2) e México (2), por exemplo

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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