Índices estão altos na região de Maringá
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de novembro de 1998
Marcos Zanatta e Paulo Pegoraro 
Os 270 agentes sanitários contratados pelos municípios da região de Maringá fizeram uma mobilização ontem, atraindo os moradores para o combate ao aedes aegypti. Em algumas cidades da região, o índice de presença do mosquito, levantado pelos próprios agentes nos últimos meses, é considerado alarmante. A situação mais grave é em Nossa Senhora das Graças, onde mais de 30% das casas visitadas apresentaram focos do mosquito. O problema maior, no entanto é com Maringá. Nas cidades pequenas, segundo os coordenadores do trabalho, os agentes conseguem visitar praticamente toda área urbana. Em Maringá são 92 agentes, número considerado insuficiente. Por isso precisamos da ajuda da população, diz Valdemi de Lima, da 15ª Regional de Saúde.
Em Cascavel, onde o mutirão já havia sido desenvolvido, no início do ano, muitas áreas passaram a ser consideradas praticamente como de risco zero para a dengue. Em uma barraca montada no Calçadão, foram exibidos vídeos e outros materiais de apoio à campanha, e populares puderam observar em um microscópio as larvas do mosquito. O Dia de Mobilização foi organizado pela prefeitura, Fundação Nacional de Saúde (FNS) e 10ª Regional de Saúde do Estado. Segundo Arlene Muzzolon, diretora da 10ª Regional de Saúde, as ações estão sendo disseminadas nos 23 municípios sob sua jurisdição.
Em Toledo (45 quilômetros a oeste de Cascavel), está sendo feito um monitoramento dos focos através de 48 agentes. O último levantamento feito indicou que em bairros onde as condições de saneamento não são adequadas a infestação nas residências e quintais ficou na média de 13%.


