O delegado Renato Bastos Figueroa, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), aponta que um complicador para o Paraná em relação a outros Estados é a fronteira com o Paraguai. "Muitos veículos roubados são levados para outros países e chega-se ao absurdo de serem legalizados lá", diz o delegado.
A respeito do aumento de furtos e roubos, Figueroa aponta que a explicação mais provável é o grande aumento da frota. "Em uma década, a frota praticamente dobra. Então, fica mais fácil para os marginais. Não quer dizer que haja mais marginais, mas sim que as coisas se tornam mais fáceis para eles", argumenta.
Ao mesmo tempo em que aumentaram os roubos e furtos de veículos no Paraná, os índices de recuperação melhoraram. De acordo com as estatísticas da Sesp, em 2007, de cada 100 automóveis que foram roubados no Estado, 47 foram recuperados. Em 2012, 66 em cada 100 foram localizados. Segundo Figueroa, houve evolução nos números porque mais automóveis roubados foram abandonados pelos ladrões e porque estão ocorrendo mais prisões dos responsáveis por esse tipo de crime.
Curiosamente, em Curitiba, onde está localizada a DFRV, o índice de recuperação é inferior ao restante do Paraná. No ano passado, 57 em cada 100 veículos roubados na Capital foram recuperados. Nos outros municípios paranaenses, a proporção foi de 74 a cada 100 veículos.
Figueroa acredita que isso representa um perfil diferente do ladrão de veículos em Curitiba em relação aos criminosos que agem no interior. "Em Curitiba e região, há muitos desmanches clandestinos (o que dificulta a identificação do automóvel roubado). No interior, muitos criminosos utilizam o veículo roubado para fazer assaltos e depois o abandonam. Geralmente, os desmanches se concentram nas capitais", afirma o delegado.
Ele argumenta, entretanto, que os índices de recuperação em Curitiba estão melhorando. "No primeiro bimestre de 2013, recuperamos 63,5% dos veículos roubados, enquanto no mesmo período em 2012 foram 53,5%. O número de veículos furtados e roubados diminuiu 16%", relata. (F.G.)

Imagem ilustrativa da imagem Índices de recuperação melhoram
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