A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apresentou balanço divergente dos números revelados pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Segundo a coordenadora da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher e Neoplasias da Sesa, Janine Trompczynski, foram realizadas 183.664 mamografias de rastreamento em 2013 e 185.802 em 2015. Os dados são específicos da faixa etária de 50 a 69 anos e são gerados conforme a produção e pagamento dos exames pelo SUS.

Conforme Janine, os indicadores são monitorados com frequência pelos profissionais da saúde para acompanhar a realização de mamografias em todo o Estado, em cada Regional e também nos municípios. A preocupação, no entanto, está relacionada à conscientização de mulheres que estão na faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde, mas que nunca fizeram a mamografia. "Às vezes, o nosso indicador está satisfatório, a nossa meta foi atingida, mas a gente não está conseguindo atingir justamente aquela mulher que nunca fez o exame", ressalta a coordenadora do setor.

Em 2015, a Sesa organizou com as Regionais de Saúde uma campanha para o rastreamento das mulheres que nunca haviam feito a mamografia ou que estavam com o exame em atraso. A parceria contou com profissionais do Programa Saúde da Família e com agentes comunitários de saúde. "Nessa ocasião, também fizemos a coleta do preventivo. Algumas regiões tinham dificuldade para encaminhar as mulheres já que os locais do exame eram um pouco mais longe. Outras mulheres não realizavam os exames porque os maridos não deixavam."

O Paraná possui 147 equipamentos - 13 deles estão na 17ª Regional de Saúde de Londrina. Assim como no restante do País, os mamógrafos estão concentrados nos municípios maiores devido ao custo da instalação e manutenção dos equipamentos, além da estrutura física necessária em razão da radiação emitida pelo aparelho.(V.C.)

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