O aumento médio de quase 10% do pedágio desagradou as entidades de classes. Para representantes do setor agrícola e de transporte, o reajuste ficou acima da média inflacionária e vai afetar a economia local. ''Qual é o origem do percentual, quando os índices de correção de preços não chegaram neste valor'', reclamou o gerente-técnico da Organização das Cooperativas do EStado do Paraná (Ocepar), Nelson Costa.
''Estamos com uma inflação acumulada de quase 7%. Não é justo o aumento anunciado'', criticou o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Fetranspar), Valmor Weiss. Para o empresário, a elevação das tarifas vai refletir diretamente na capacidade de competição dos produtos paranaenses. ''Para o segmento agrícola, o reajuste vai tornar mais difícil a capacidade de exportação do setor'', alertou.
''Quando o país faz um grande esforço para aumentar as exportações como forma de retomar o desenvolvimento, o governo do Estado trabalha em sentido contrário, aumentando o pedágio nas rodovias do Anel de Integração em valor acima da inflação'', atacou o presidente da Federação de Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette. Ele calcula que o custo do pedágio que incide em mais de 3% sobre o valor da produção de soja. Já a Ocepar calcula que no caso do transporte de calcário, o impacto vai ser 50%.
Meneguette disse que é falso a alegação de que se não fosse o pedágio não o Paraná teria rodovias transitáveis. ''É bom lembrar também que as demais rodovias do Estado estão sucateadas e é por elas que circulam a maior parte de nossa produção, a partir das propriedades rurais''.
A Federação da Agricultura do Paraná, mais a Ocepar, a Federação dos Transportes e sindicatos dos transportadores e caminhoneiros vem defendendo o fim da cobrança da tarifa. No ano passado, as entidades ingressaram com uma ação, que tramita na justiça federal, para a anulação das concessões, por considerar que o preço do pedágio é abusivo. (I.R.)

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