As violações da tornozeleira, que incluem situações como se evadir do perímetro determinado ou deixar de carregar a bateria, ocorrem em cerca de 20% dos casos na região. A Secretaria Estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) informa que, na maioria das ocorrências, os problemas são pontuais e resolvidos facilmente. Atualmente, o Paraná tem 2.505 presos monitorados.
Em abril, a Sesp deflagrou uma operação em dez cidades do Estado e prendeu 34 homens que desrespeitaram as regras da tornozeleira. Um dos envolvidos cometeu 47 violações entre janeiro e fevereiro. Para a Sesp, o uso da tornozeleira é uma importante política de desencarceramento e beneficia a reinserção do preso na sociedade. O órgão informa ainda que o aluguel de cada tornozeleira custa R$ 240 ao mês, valor dez vezes menor que o custo de um detento no regime fechado.
O diretor do Creslon, Maurício José Sanchez, admite que não há garantias de que o preso monitorado não vá fugir. No entanto, ele se apega aos números para defender o sistema. "É claro que quando há um crime envolvendo um preso utilizando uma tornozeleira é impactante, mas o que temos que analisar é que 80% dos presos que usam tornozeleiras cumprem a pena sem apresentar qualquer tipo de problema", ressalta.
A escolha de quais presos ganharão o direito de usar as tornozeleiras é de responsabilidade da Vara de Execuções Penais (VEP). Por vários dias, a reportagem tentou contato com o juiz responsável pela VEP em Londrina, Katsujo Nakadomari, mas não obteve sucesso.(C.F.)

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