Índice de mortos pela polícia no Brasil é inaceitável
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Folhapress 
São Paulo - A alta-comissária de Direitos Humanos da ONU, Navanethem Pillay, visitou ontem o morro Dona Marta, zona sul do Rio, e criticou o excesso de mortes provocadas pela polícia no Rio e nos demais Estados brasileiros. Apesar disso, ela elogiou o modelo de policiamento comunitário adotado na favela pelo governo fluminense. Apesar disso, ela. As informações são da Agência Brasil.
Segundo ela, foram dados os passos necessários para aproximar a polícia dos moradores do morro Dona Marta, uma das cinco favelas cariocas que têm policiamento comunitário. Visitei a sede da polícia (comunitária), que tomou importantes medidas para ganhar a confiança da comunidade. Algumas dessas medidas funcionaram, porque essa favela não tem os níveis inaceitáveis de violência e mortes extrajudiciais que ocorrem em outras favelas.
A comissária da ONU conheceu os projetos realizados pela própria polícia, que ensina música e artes marciais para crianças da comunidade, e disse que é a primeira vez que vê o envolvimento da polícia com o ensino musical.
Porém, Navanethem Pillay ressaltou que é inaceitável o excesso de mortes provocadas pela polícia no Rio e no Brasil. Ela destacou que sua agenda no Brasil é curta e que, por isso, não poderá visitar as favelas mais violentas do Rio de Janeiro.
Para conhecer a realidade da violência nas demais comunidades, a comissária se reúne com representantes da sociedade civil e mantém, por intermédio de seus funcionários e relatores especiais, um olhar atento a todas as favelas e seus problemas de segurança.
A alta-comissária de Direitos Humanos da ONU iniciou a visita ao Brasil pela Bahia, no último fim de semana, onde conheceu comunidades quilombolas e se reuniu com representantes da sociedade civil. Hoje, ela segue para Brasília, onde encerrará sua agenda no país.


