Dados da 17 Regional de Saúde mostram que a taxa de mortalidade materna em Londrina tem diminuído nos últimos anos, mas ainda está distante do ideal preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o coordenador do Comitê de Prevenção da Mortalidade Materna, Luiz Baldo, em 2002 o Coeficiente de Mortalidade Materna (relação entre número de nascimentos e óbitos maternos) em Londrina foi de 57,43 por 100 mil nascidos vivos. Os números aceitos pela OMS e registrados nos países desenvolvidos é de 20 mortes por 100 mil nascimentos. Considera-se morte materna o óbito durante a gestação, parto e até seis semanas após o término da gestação.
Os índices do Paraná também são preocupantes. É o estado da Região Sul do Brasil que tem o maior índice de mortalidade materna. Para cada 100 mil nascidos vivos, 65 mães morrem. Em todo o Estado, em 2002, 94 mulheres morreram durante o parto ou por complicações surgidas no trabalho de parto. Só em Curitiba foram seis óbitos.
Para diminuir o número de óbitos maternos, Comitês Preventivos espalhados por todo o Brasil trabalham para melhorar as condições de saúde da mulher do pré-natal ao parto. De acordo com Baldo, mulheres portadoras de eclampsia (pressão alta específica da gravidez), doenças cardíacas, diabetes, adolescentes e idosas são as que correm mais riscos durante a gravidez. Por isso, o Comitê de Londrina trabalha há dois anos na orientação sobre o uso de métodos contraceptivos na prevenção da gravidez, especialmente com mulheres que tenham fatores de risco. Em junho, a 17 Regional de Saúde está programando um evento com os profissionais de saúde para discutir os dados sobre mortalidade materna no município e propor medidas preventivas.
Um parto saudável, seguro e tranquilo pode diminuir consideravelmente o índice de óbito materno. Em comemoração aos dias Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e Latino-Americano de Combate à Mortalidade Materna (anteontem), a Secretaria Municipal da Mulher e a Maternidade Municipal realizaram uma palestra sobre o parto humanizado. O evento se destinou a líderes comunitários.
Durante a palestra, a enfermeira-obstétrica Lianne Namie Hachiya apresentou o programa de assistência humanizada ao parto, implantado há um ano na Maternidade. Tratamento individualizado, incentivo à participação do pai no trabalho de parto e alojamento conjunto para que o bebê fique o tempo todo ao lado da mãe são alguns dos direitos garantidos à parturiente neste tipo de assistência, relatou Hachiya.

mockup