Estocolmo - Especialistas afirmaram ontem em Estocolmo que serão precisos 330 bilhões de dólares e uma verdadeira vontade política para diminuir o número de mortes anuais de crianças, que se eleva atualmente a 11 milhões.
Gro Harlem Brundtland, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), co-organizadora da conferência de Estocolmo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), disse que a cifra de 11 milhões era ‘‘apavorante’’.
A reunião de Estocolmo, batizada de Consulta Mundial sobre Saúde e Desenvolvimento da Infância e da Adolescência, reúne durante dez dias especialistas e dirigentes do mundo inteiro, para elaborar uma ordem do dia para a sessão especial que a Assembléia Geral dedicará às crianças em maio, na cidade de Nova York.
Após atribuir principalmente as mortes à pobreza, Brundtland solicitou aos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento que aumentem seus investimentos na saúde das crianças e adolescentes nas áreas mais pobres do planeta.
A ex-primeira-ministra norueguesa explicou que os especialistas da saúde sabem tratar da maioria das enfermidades que padecem as populações mais pobres, mas não têm os recursos necessários, apesar de numerosos tratamentos custarem menos de um dólar.

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