Tóquio, 30 (AE-AP) - O íncide de desemprego no Japão aumentou 4,8% em março, atingindo o nível mais alto desde 1953, em consequência dos programas de reestruturação adotados pelas empresas locais para sobreviver em um cenário de recessão. Dados da Agência de Gerenciamento e Coordenação do governo, já ajustados para eliminar os efeitos sazonais, revelam que o número de pessoas empregadas ficou em 64,51 milhões, um recuo de 0,4% em relação ao resultado de fevereiro.
No detalhe dos números, existem hoje no país 3,39 milhões de pessoas sem emprego. Além disso, para cada grupo de cem trabalhadores que buscam ocupação existem apenas 49 vagas.
Do total de 3,39 milhões de desempregados, 1,06 milhão perdeu o emprego contra a vontade, o que também constitui um recorde em relação ao mês anterior, quando esse número chegou a 320 mil pessoas.
A situação foi considerada tão grave que o ministro do Trabalho, Akira Amari, chegou a dizer que o governo deveria preocupar-se mais com o nível de desocupação e criar novos postos de trabalho. No exercício fiscal terminado em 31 de março
o índice de desemprego ficou em torno de 4,3%, ante os 3,5% verificados no ano anterior.
A renda mensal dos trabalhadores japoneses caiu 1,3% no exercício fiscal que terminou em 31 de março, o que representa também o maior recuo desde o início da coleta dos dados para a série histórica.
O salário-base dos chefes de família no país baixou 1,2%, maior queda em 18 anos, mas a remuneração dos cônjuges caiu mais: 2,1%. Em consequência, o consumo dos lares japoneses caiu 0,9%, para cerca de US$ 3 mil.

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