São Paulo, 9 (AE) - O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 7,8% em julho em relação a junho, na região metropolitana de São Paulo. Numa escala de 0 a 200, onde 0 representa pessimismo pleno e 200, otimismo máximo, o índice subiu de 96 para 103,5, o que significa que mais da metade dos consumidores está confiante. Os dados estão em pesquisa elaborada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP) e divulgada em parceria com a Agência Estado. Segundo o estudo, o índice de confiança em julho ratifica a melhora conjuntural da economia brasileira iniciada em maio.
A pesquisa destaca que é a primeira vez no ano que o índice ultrapassa o valor 100, mostrando uma recuperação gradual desde abril. Porém, o índice - composto pelo Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA) e pelo Índice das Expectativas do Consumidor (IEC) - ainda está 2,6% abaixo de julho do ano passado. Esta recuperação, diz o estudo, reflete uma melhora nas expectativas futuras dos consumidores e uma avaliação mais favorável da conjuntura econômica atual.
O ICEA subiu 6,7% em relação a junho, mas ainda está 28 3% abaixo de julho do ano passado. O IEC também apresentou variação positiva, de 8,2%, em relação a junho, e de 11%, quando comparado a julho de 1998. Esses resultados, segundo a avaliação dos economistas da Federação do Comércio, mostram que, embora os consumidores avaliem a conjuntura atual de modo mais pessimista ante julho de 1998, suas expectativas futuras estão melhores.
A pesquisa ainda mostra que as mulheres são mais confiantes do que os homens, ficando na escala 106,4, ante 100,9 entre os homens. Os mais jovens, na faixa etária abaixo dos 35 anos, também são um pouco mais otimistas do que as pessoas acima desta idade. Entre a escala de 0 a 200, os mais jovens ficam na casa dos 108,8, ante 96,6 dos mais velhos. Os assalariados até 10 mínimos estão bem menos confiantes (88,9) do que os ganham acima do teto de 10 salários mínimos (125,5).

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