Silvana Porto
De Paranavaí
Especial para a Folha
Pesquisa realizada por estudantes do curso de farmácia da Unipar indicou que 62% da população de Paranavaí tem o hábito de tomar analgésicos sem indicação médica. ‘‘Ao contrário do que as pessoas acreditam, o uso indiscriminado de analgésicos pode causar danos ao organismo’’, diz a coordenadora do curso, Érica Valentini Peliascov Pereira. ‘‘O analgésico pode provocar gastrite e reações alérgicas’’, alerta a professora.
O índice de 62% do analgésico não se repetiu quando a pergunta foi mais abrangente. Das 573 pessoas entrevistadas, 64% disseram que não se automedicam. ‘‘Elas alegam que só se automedicam quando o problema não é grave e que procuram o médico quando o mal é mais complicado’’, constatou Érica. A pesquisa apontou ainda que 69% das pessoas procuram o médico para solucionar problemas de saúde, enquanto 25% vai direto à farmácia e 6% usam remédios indicados por conhecidos.
‘‘Quando vai à farmácia a pessoa é, muitas vezes, atendida por balconistas, o que pode repercutir em erro na indicação do medicamento’’, alerta a professora. Ela frisa que nem mesmo o farmacêutico pode receitar remédios. ‘‘A função do farmacêutico é orientar e seguir a receita’’, reforça. Em outra pergunta, 37% dos entrevistados disseram que já ‘‘receitaram’’ remédios para conhecidos. Érica explica que o remédio que fez um efeito em uma pessoa, pode ser prejudicial à saúde de outra. ‘‘Esse é o maior risco da automedicação’’, lembra.
A pesquisa foi feita por 33 alunos do 1º ano de farmácia da Unipar, que ouviram 252 homens e 321 mulheres na faixa de 18 a 81 anos. O objetivo da pesquisa, explica a professora, é dar condições aos estudantes de conhecer a realidade em relação a automedicação e ver como é a rotina do profissional de farmácia. ‘‘Ao mesmo tempo que ouvimos os entrevistados, entregamos uma cartilha de orientação’’, informou.

mockup