Curitiba - Um total de 11.656 candidatos compareceram ao primeiro dia da segunda fase do vestibular 2018/2019 da UFPR (Universidade Federal do Paraná), realizada na tarde deste domingo (25) em Curitiba, Palotina, Matinhos, Toledo e Jandaia do Sul. Com 684 ausentes entre 12.340 aprovados na primeira fase, o índice de abstenção foi de 5,5%.

O número menor de candidatos nesta etapa resultou em um dia tranquilo nos locais de prova - a exemplo do Centro Politécnico, que recebeu a maior parte dos candidatos. Houve algum trânsito na região perto do horário de fechamento dos portões, mas não foram relatadas maiores dificuldades. Um fiscal relatou que ter visto apenas um candidato chegando após o fechamento dos portões.

"A maioria dos vestibulares começa a prova 13h30, então os portões fecham às 13h. A UFPR fechou os portões às 13h30, então a galera chegou um pouquinho mais cedo. Foi bem de boa", contou o estudante Pedro Gonçalves Leta, que tenta engenharia mecânica.

O clima era de tranquilidade no campus da UFPR. Enquanto esperava o filho terminar a prova, o casal Lourdes e Reginaldo Boaron, de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) aproveitou a tarde amena para tomar chimarrão. Eles não demoraram a abrir a roda para Gilmar Frigeri, que veio de Caçador, no Meio-Oeste catarinense, para acompanhar o filho. "Vamos distribuindo", brincou Lourdes, contando que o ano foi corrido para o filho, Igor, que presta vestibular para engenharia mecânica. "Ele merece, porque estudou bastante, disse.

Imagem ilustrativa da imagem Índice de abstenção no vestibular da UFPR é de 5,5%
| Foto: Rafael Costa



A cerca de 40 minutos de casa, Lourdes e Reginaldo voltam para Campo Largo ainda neste domingo. Frigeri, por outro lado, ainda tinha mais um dia de hotel pela frente antes de voltar a Caçador, a mais de 300 quilômetros. "O importante é que ele é esforçado", disse Frigeri, sobre o filho, que também tenta mecânica.

Os candidatos começaram a sair uma hora e meia após o início da prova. Por volta das 16h, Yan Ferreira Lima Perius já circulava pelo Politécnico em busca de um celular emprestado (mais de um vestibulando relatou problemas com o sinal, também experienciado pela reportagem). "Foi bem mais fácil do que eu esperava", contou Yan, que saiu do município de Teixeira Soares, nos Campos Gerais, para tentar engenharia civil. É o seu primeiro vestibular.

Candidata a uma vaga de engenharia mecânica, Andressa Mathias Pedroso concordou que a prova de Produção de Textos estava mais simples neste ano. Ela fez a prova como treineira em 2017. "Para mim, texto é tranquilo. Sempre gostei de escrever", contou a estudante. Já Maria Vitória Czerwonka, que tenta psicologia, fez a prova da segunda fase pela primeira vez. "Achei tranquila até, para quem nunca tinha feito", contou.

Seu colega de turma, Arthur David, que tenta direito, disse que os textos base utilizados na prova deste ano foram mais simples. A expectativa é que o segundo dia de prova, nesta segunda-feira (26), seja mais complexo. É quando serão aplicadas as provas de Biologia, Física, Química, Matemática, Geografia, História, Sociologia e Filosofia. São até duas provas por candidato, dependendo do curso - os de arquitetura, design e música têm, ainda, provas de habilidades específicas e teoria e prática. "Para amanhã, tem mais conteúdo", explicou David. "Texto, querendo ou não, você só tem de saber escrever. Filosofia e História você tem de lembrar de um monte de coisas. Acho que é mais difícil", disse.

Letícia Borgo Freire, candidata a uma vaga de engenharia civil, terá de enfrentar as provas de Matemática e Física. É a primeira vez que ela chega na segunda fase, mas as experiências nos vestibulares dos dois anos anteriores a deixa mais tranquila. "Ajudou bastante", contou. "É como mais um simulado", comparou. Essa também era a situação de Renan Nakahara, de Londrina, que contou estar tão despreocupado que chegou com um dia de antecedência, achando que a prova era no sábado. Ele já garantiu há alguns anos sua vaga em engenharia mecânica na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), campus Londrina, mas quer tentar a vaga para poder se mudar para Curitiba. "Quero ir para onde há um polo industrial mais forte, já que Londrina é uma cidade mais comercial", contou. Ele disse que, por já estar no meio acadêmico, teve uma vantagem em relação aos outros. "Só precisei lembrar algumas coisas ontem" confessou.

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