Nova York, 04 (AE-DOW JONES) - O Índice Dow Jones fechou em alta de 136 pontos, ou 1,28%, num dia em que foram divulgados indicadores econômicos um pouco contraditórios sobre o nível de aquecimento da economia, deixando ainda a dúvida sobre a trajetória dos juros norte-americanos.
A taxa de desemprego em maio ficou em 4,2%, abaixo dos 4,3% de abril, indicando que a atividade econômica pode estar crescendo intensamente. Mas, em compensação, foram criados apenas 11 mil empregos, muito abaixo dos 216 mil que eram estimados pelos analistas.
Como os números não foram claros no sentido de apontar crescimento excessivo da economia, os investidores aproveitaram para sair às compras nesta sexta-feira (04), até porque muitas ações caíram bastante nos últimos dias, quando aumentou o temor de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) eleve os juros, para conter pressões inflacionárias.
O Dow Jones fechou em 10.799,84 pontos. O Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, disparou, fechando em alta de 3 12%. Foi a maior alta do índice desde 22 de abril.
Na Europa, a Bolsa de Londres fechou em alta de 0,20%, num dia de bastante volatilidade. O mercado passou a operar em alta com a abertura positiva do Dow Jones e os dados sobre desemprego nos Estados Unidos. Esses fatores também ajudaram a Bolsa de Frankfurt, que subiu 2,20%. Já o mercado acionário de Paris fechou em queda discreta, de 0,24%.
Na ásia, a Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,45%. O mercado manteve a cautela, por conta da expectativa em relação aos juros norte-americanos. O bom desempenho das ações de empresas de telecomunicações garantiu a valorização do Índice Nikkei. Já o mercado acionário de Hong Kong caiu 0,45%, num pregão em que os investidores aproveitaram para realizar lucros.
Na América Latina, as Bolsas da Cidade do México e de Buenos Aires fecharam em alta de 0,14% e 0,94%, também estimuladas pelo desempenho do Dow Jones.

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