Indicação de Tereza Grossi divide opinião de senadores13/Mar, 21:08 Por Rosa Costa e Vânia Cristino Brasília, 13 (AE) - A indicação de Tereza Cristina Grossi Togni para o cargo de diretora de Fiscalização do Banco Central divide a opinião dos senadores. A repercussão da mensagem do presidente Fernando Henrique indicando seu nome deve ocupar boa parte da sessão de amanhã do Senado. Tantos os senadores que apóiam a escolha do presidente do BC, Armínio Fraga, como os que rejeitam, prevêem que os parlamentares aliados ao governo terão de se esforçar para superar as resistências existentes a seu nome. "Ela deu um depoimento extremamente correto à CPI dos Bancos", defendeu o sub-relator da comissão, senador Eduardo Siqueira Campos (PFL-TO), ao apoiar a escolha. "Não vejo restrições à indicação." Já o senador Osmar Dias (PSDB-PR), questionou o procedimento da funcionário do Banco Central ao executar ordens de legalidade duvidosa. "Eu, no lugar dela, teria me recusado a realizar operações comprometedoras para as contas públicas", reagiu Dias. Siqueira Campos disse não ter dúvidas de que Tereza Grossi limitou-se a cumprir determinações superiores na ajuda aos bancos Marka e Fonte Cindam, não podendo, portanto, ser responsabilizada pela repercussão do fato. "Se tem culpado ali (no BC), com certeza não é nenhum funcionário de carreira", argumentou. Ainda assim, apoiando o nome, o senador reconheceu que o governo vai ter de trabalhar para assegurar a aprovação da mensagem presidencial na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e em plenário do Senado. Para o senador Osmar Dias, a participação de Tereza Grossi na operação de ajuda aos dois bancos privados não ficou completamente esclarecida. Segundo ele, o fato de a mensagem do presidente Fernando Henrique ter coincidido com a "turbulência" provocada pelas acusações da primeira-dama de São Paulo, Nicéia Pitta, vai dificultar a aprovação do nome da diretora de Fiscalização do Banco Central.

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