Indiano abraça chances de emprego
O indiano Biju John, de 31 anos, mora em Londrina desde o final de 2009. Ele veio para o Brasil em 2017 para estudar teologia e magistério. Morou em Fortaleza e no Rio de Janeiro antes de mudar para o Paraná. Enquanto estudava, contou com o suporte da congregação Josefinos de Murialdo. Mas quando deixou o seminário, em 2012, precisou procurar emprego e foi quando encontrou as primeiras dificuldades. Sem carteira de trabalho, era contratado por dia. "Assim que larguei os estudos, peguei os classificados e fui procurar emprego. Fui servente de pedreiro. Sempre me virei. Mas para quem não fala português é muito mais difícil", comentou.
O indiano correu atrás de novas oportunidades. Fez curso de cabeleireiro e hoje, além de ser funcionário de uma empresa de esquadrias metálicas, montou em casa um salão de cabeleireiro. "Quando saio do trabalho já tenho cliente com horário marcado", comentou John, que também trabalha como montador de móveis.
Para o indiano, o suporte da congregação amenizou as dificuldades de adaptação. "Acho que ia sofrer muito se não tivesse a congregação. Não sabia dizer nem bom dia", contou. Ele comenta ainda que se acostumar com os costumes brasileiros foi a parte mais complicada. "O abraço foi uma coisa muito estranha. Não temos isso na nossa cultura. Lá em Fortaleza (onde morou por um ano e meio) as pessoas te abraçavam primeiro e depois perguntavam teu nome. Isso era muito estranho."
Mas aos poucos foi se adaptando. Hoje, John ajuda um amigo indiano, que é professor de inglês e veio para Londrina em busca de novas perspectivas de vida. "Estou procurando algumas escolas para ele dar aula", relatou. (A.M.P.)





