Índia testa novo míssil e define iniciativa como "defensiva"
Nova Délhi, 11 (AE-REUTERS) As Forças Armadas da Índia testaram, neste domingo (11), um novo modelo do míssil Agni ("fogo", em sânscrito), de médio alcance, capaz de carregar armas nucleares. O governo indiano diz ter informado, com antecedência, o Paquistão - país vizinho com o qual a Índia mantém relações conflituosas - sobre o teste.
Mostrando satisfação pelo fato do teste ter sido bem- sucedido, o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, afirmou que a iniciativa foi um ato de autodefesa" e um procedimento puramente "defensivo".
"Assim como foi o caso dos testes nucleares no ano passado, o teste com o míssil Agni é também uma medida defensiva... a Índia permanece comprometida com as restrições...", afirmou Vajpayee em um comunicado em cadeia nacional, horas depois que o míssil foi lançado, da costa lete do país. Ele acrescenotu que o teste foi comunicado ao Parlamento indiano em 15 de dezembro.
"O teste de hoje é parte de um anunciado programa de desenvolvimento integrado de mísseis... Meu govenro havia informado o governo do Paquistão, assim como as potências mundiais no dia 9 deste mês sobre nossa decisão de testar o Agni-II", declarou Vajpayee.
"De acordo com as cláusulas da Declaração de Lahore, inofrmamos o Paquistão ontem ", disse ainda um porta-voz do priemiro-ministro.
O teste com o míssil balístico de médio alcance provocou reações por parte do Paquistão. o ministro paquistanês das Relações Exteriores, Sartaj Aziz, disse que Islamabad poderá dar uma resposta ao teste. "Uma vez que eles prosseguem (com os testes), nós poderemos ser obrigados a responder, mas teremos de ponderar sobre essa decisão pelo menos por um dia ou dois", declarou Aziz. "Muito provavelmente teremos de fazer um alerta", concluiu.
Além de provocar reações por parte do Paquistão, país com que a Índia tem uma história disputa fronteiriça, o teste com o novo míssil é visto como uma advertência a outra potência nuclerar regional, a China. Desde os testes nucleares realizados no primeiro semestre do ano passado por índia e Paquistão, as nações ocidentais vêm empreendendo esforços para convencer ambos os países a se alinharem com o regime global de controle de armas nucleares.





