DRAS, Índia, 08 (AE-AP) - A Índia e o Paquistão concordaram nesta segunda-feira (08) em manter conversações sobre a Caxemira no sábado, mas Nova Délhi insiste em manter seus ataques aéreos contra guerrilheiros separatistas que estão entrincheirados perto da linha que divide o disputado território.
A Índia, que recuara da realização de um encontro de alto nível em Nova Délhi, informou hoje que o chanceler paquistanês Sartaj Aziz seria bem recebido para conversações no sábado. Em entrevista, Aziz declarou ter aceitado a nova data marcada pela Índia "basicamente para tentar reduzir as hostilidades e apaziguar a situação".
O primeiro-ministro indiano Atal Behari Vajpayee disse que as conversações se limitarão a encontrar um meio de pôr um fim ao conflito bélico na fronteira norte da Índia. "O tema (das conversações) é um só: a invasão e como o Paquistão se propõe a eliminá-la", disse o chefe de governo.
Enquanto os esforços diplomáticos ganhavam força, disparos de artilharia e bombardeios alastravam-se ao longo da linha de controle, que divide a Caxemira entre a Índia e o Paquistão desde 1949, na tentativa de expulsar os rebeldes muçulmanos.
Ainda hoje, projéteis da artilharia paquistanesa caíram em Dras e Kargil, onde os comandantes indianos dirigiam uma ofensiva contra o que Nova Délhi considera como soldados paquistaneses que tentam ocupar o território indiano.
Para o governo indiano, entre os guerrilheiros estão mercenários afegãos e soldados paquistaneses. Mas o governo paquistanês nega qualquer envolvimento de seu Exército na invasão do território indiano.
A tensão entre Índia e Paquistão por causa da Caxemira é a maior em três décadas. Os dois países, que realizaram testes nucleares no ano passado, travaram três guerras desde sua independência da Grã-Bretanha, em 1947, duas delas pela região himalaia da Caxemira.

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