Indefinido local da queda
Todas as peças de plástico encontradas, incluindo lonas e um pequeno pacote amarelo, permanecem intactas, sem deformações, indicando que não houve incêndio no local onde elas estavam guardadas.
A Aeronáutica, que apresentou os destroços em um hangar da Base Aérea de Recife, não fez comentários sobre os objetos recolhidos no oceano nem suposições sobre as condições em que foram encontrados os assentos dos comissários.
A avaliação unânime de oito especialistas ouvidos pela reportagem é a de que as 37 peças e os 50 corpos resgatados ainda representam muito pouco para levar a conclusões sobre o acidente do voo AF 447. Parte deles, porém, avalia haver indícios de que a aeronave se despedaçou. Alguns veem semelhança com a queda do Boeing da Gol, em 2006, que se desintegrou no ar após colidir com um jato Legacy -foram achados destroços na mata num raio de até 20 quilômetros de distância uns dos outros.
Se tivesse batido inteiro (no mar), com certeza o cone de cauda, o estabilizador vertical e horizontal estariam íntegros, afirma Roberto Peterka, ex-investigador de acidentes aéreos, lembrando que o estabilizador vertical do Airbus foi achado separado das outras partes.
De acordo com a Aeronáutica, ainda não é possível confirmar o local exato da queda do avião. Segundo o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso, há uma provável área do acidente, num raio de 70 quilômetros do ponto onde a aeronave emitiu o último sinal eletrônico, de pane elétrica. (Folhapress)





