Indefinição sobre retorno às aulas no IFPR
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quinta-feira, 09 de agosto de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Um impasse pode atrasar o retorno das aulas no Instituto Federal do Paraná (IFPR). Docentes de alguns campi não concordaram com a última proposta apresentada pelo governo (recomposição salarial entre 25% e 45%), que foi aprovada pela Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), entidade à qual o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Paraná (Sindiedutec) é ligado.
Conforme a entidade paranaense, os professores do Estado rejeitaram a apresentação do governo, mas foram voto vencido entre as sete instituições federais que são filiadas ao Proifes. Segundo o professor Nilton Ferraz Brandão, presidente do Sindiedutec, a decisão seguiu o princípio de democracia, mesmo que o resultado não tenha sido considerado satisfatório pelos docentes que atuam no IFPR.
''A Proifes aceitou a proposta do governo, diferente da representação de outras universidades e institutos federais, como a UFPR e a UTFPR e, como somos filiados, tivemos que acatar a decisão. Agora, cada campus do IFPR vai analisar quando retornar ao trabalho'', afirmou.
Ele ainda ressaltou que cada campus vai negociar com as reitorias como será feita a reposição das aulas, a finalização do primeiro semestre e o início do segundo semestre.
O representante do Sindiedutec em Londrina, professor Romualdo Rubens de Freitas, ressaltou que os docentes vão realizar pebliscitos em alguns campi para decidirem se voltam ou não ao trabalho, mesmo contrariando a decisão da federação nacional. Em Londrina a reunião está prevista para hoje.
''Os docentes estão revoltados com o posicionamento do Proifes então vamos ver o que os professores vão decidir. Caso a maioria se posicione contrária temos que analisar quais são as medidas a serem tomadas, porque estaremos indo contra uma decisão do órgão ao qual somos filiados'', disse Freitas.
Ele espera que até terça-feira os docentes de todos os campi tenham uma decisão final. ''A proposta acatada pela Proifes prevê recomposição salarial entre 25% e 45% usando como base para cálculo a inflação de julho de 2010 até a estimativa prevista para maio de 2015. Isso não foi um reajuste salarial. Além disso não houve negociação sobre a reestruturação da carreira e melhoria da estrutura. O governo quer que retornemos com as aulas, mas quem vai sair prejudicado são os estudantes, pois a proposta não é nem um pouco satisfatória'', reforçou.
O IFPR possui 14 campi em todo o Estado (Londrina, Curitiba, Assis Chateaubriand, Campo Largo, Cascavel, Foz do Iguaçu, Irati, Ivaiporã, Jacarezinho, Palmas, Paranaguá, Telêmaco Borba, Umuarama e Paranavaí).


