São Paulo, 10 (AE) - A demora do governo em definir a posição sobre a Lei de Informática paralisou os investimentos e criou expectativa em relação ao destino das indústrias do setor instaladas fora da Zona Franca de Manaus, afirmam empresários.
A medida vinha sendo aguardada desde o início do ano, uma vez que o prazo de vigência da Lei n.º 8.248/91 termina em 29 de outubro.
Sem a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), prevista na lei atual, os custos de produção dos fabricantes de bens de informática e telecomunicações poderiam tornar-se gravosos, desestimulando sua permanência no País.
"Foi uma medida boa para o Brasil", afirmou o presidente do Instituto para Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi) e da Gradiente, Eugênio Staub. A única ressalva feita pelo empresário é contra o fato de o governo não condicionar o benefício a metas de exportação.
"A indústria do setor já conta com o estímulo do câmbio favorável e, por isso, poderia oferecer a contrapartida das vendas ao exterior."

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