Indefinição de votação na AL adia decisão da UEL sobre volta às aulas
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terça-feira, 16 de junho de 2015
Rafael Fantin<br>Reportagem local 
Londrina A Assuel Sindicato, que representa os servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), cancelou a assembleia da categoria agendada para o início da tarde de hoje por causa da indefinição dos deputados estaduais na votação do projeto de lei que autoriza a reposição salarial do funcionalismo. O Sindiprol/Aduel realizou na noite de ontem uma reunião com o Comando de Greve para discutir a realização da assembleia dos professores, que também segue indefinida.
O adiamento das assembleias que podem colocar um fim na greve da UEL ocorrem após a rejeição da emenda da oposição na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que autorizava o reajuste de 8,17% com pagamento imediato aos servidores. Segundo a assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa, o projeto de lei com a proposta do governo de reposição de 3,45% em parcela a ser paga em outubro deve retornar ao plenário nas próximos sessões extraordinárias.
O presidente da Assuel, Marcelo Seabra, afirmou que não existe "segurança" para realizar a assembleia antes da aprovação do projeto que trata da reposição salarial. "Embora a categoria não aprove a proposta do governo, estamos aguardando a aprovação do projeto com ou sem emenda para avaliar a continuidade ou não do movimento", comentou.
O vice-presidente do Sindiprol/Aduel, Nilson Magagnin Filho, disse que existia a expectativa de aprovação do projeto até hoje, no entanto, a discussão deve se arrastar para a próxima semana. "A proposta de reajuste de 3,45% com pagamento em outubro já foi rejeitada pela categoria, mas os deputados podem aprovar à revelia sem levar em conta a reivindicação dos servidores e docentes das universidades estaduais", opinou.
TERMO DE COMPROMISSO
O líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o secretário da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) João Carlos Gomes e o diretor geral da Casa Civil, Alexandre Teixeira, assinaram ontem um termo de compromisso que promete a liberação da verba de custeio das universidades dentro de uma programação a ser definida, além de uma mesa de negociação permanente e a retirada em até 120 dias das ações e multas contra sindicatos durante a greve se o retorno das atividades ocorrer até o próximo dia 23.


