Indefinição da Capitania dos Portos preocupa traders
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de outubro de 2001
Vânia Casado<br> De Curitiba 
A indefinição sobre o retorno à normalidade no Porto de Paranaguá está preocupando as agências e traders, que fazem a programação das escalas de navios. Até ontem à noite, a entrada e saída de navios permanecia proibida e a Capitania dos Portos não tinha previsão de quando iria suspender essa medida. A Capitania liberou, ontem, apenas a operação de carregamento e descarregamento para os navios que estavam atracados.
A Cargil estava com três navios atracados carregando farelo de soja, milho e descarregando fertilizantes. A preocupação, segundo o gerente José Silvio Gori, é com o período que esses navios vão ficar parados. ''Se demorar muito, pode haver cancelamentos da programação de navios com destino ao Porto de Paranaguá'', afirmou.
O problema maior não é o acidente, porque qualquer porto está sujeito a esses riscos, disse um agenciador. O drama é o período que o porto permanece fechado e o tempo que a Capitania dos Portos leva para solucionar o impasse gerado pelo acidente. As agências calculam entre US$ 10 mil a US$ 20 mil o custo diário da manutenção de um navio parado.
De acordo com um representante de trader, que não quis se identificar, se a paralisação do Porto de Paranaguá não for suspensa até segunda-feira, alguns armadores podem cancelar a vinda de outros navios para o terminal, principalmente no caso de navios com mercadorias de giro rápido como navios-tanque e com contêineres. ''São aqueles que chegam, atracam e vão embora'', explicou.


