Indefinição atrasa frentes de trabalho
Agência Folha
O governo federal ainda não sabe quando serão instaladas as frentes de trabalho, nem quanto vai receber cada uma das pessoas alistadas no programa de combate à seca no Nordeste.
A indefinição acontece quase um mês depois de a Sudene ter divulgado um relatório mostrando que cerca de 9,7 milhões de pessoas tinham sido atingidas pela seca e apontando as frentes como uma das principais medidas contra os efeitos da estiagem.
As pessoas a serem alistadas nas frentes (cerca de um milhão, conforme estimativa da Sudene) trabalhariam em obras e participariam de cursos de capacitação profissional, mediante remuneração mensal.
‘‘Estamos tentando localizar fontes de financiamento e conversando com os governos estaduais, para um trabalho em conjunto. Ao final desse entendimento é que vão começar as frentes’’, disse ontem em Recife (PE) o secretário especial de Política Regional, Ovídio de Angelis.
A falta de prazo para a instalação das frentes tem sido criticada por sindicalistas rurais, prefeitos e por governadores do Nordeste, como o de Pernambuco, Miguel Arraes (PSB). ‘‘Só a distribuição de cesta básica não resolve os problemas emergenciais causados pela seca’’, disse Arraes.
Em reunião na Sudene, no dia 5, oito dos nove governadores do Nordeste reivindicaram a instalação imediata das frentes. Em entrevista coletiva no dia 12 o superintendente da Sudene, Sérgio Moreira, anunciou que as frentes começariam ‘‘na próxima semana’’ - a partir de anteontem. Ouvido pela reportagem ontem, Moreira não quis falar sobre o assunto.

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