Incra tenta evitar ação da polícia em Itararé
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de novembro de 1998
Agência Estado 
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pediu à Polícia Militar uma última chance para os 600 sem-terra que, desde a madrugada do dia 19, ocupam a Fazenda Rio Verde, em Itararé, no sudoeste do Estado de São Paulo. Segundo o comando da PM de São Paulo, a ação militar para desalojar as famílias e cumprir a ordem de despejo dada pela juíza Elizabeth Kazuko Ashikawa, do Fórum de Itararé, estava sendo retardada por solicitação do órgão federal. As tropas estão prontas para fazer o despejo desde a sexta-feira, mas não tinham se deslocado para a região, até o final da tarde de ontem, a pedido do Incra.
O superintendente regional, Luís Moraes Neto, confirmou que o órgão estava fazendo uma última tentativa para evitar o confronto entre os sem-terra e a polícia. Apesar do desgaste que isso representa, pois há uma ordem judicial a ser cumprida, acreditamos que esse é o nosso papel, justificou. Os negociadores do Incra querem que os sem-terra deixem a fazenda, alojando- se provisoriamente em uma gleba da Fazenda Pirituba, na mesma região. A área já abriga seis assentamentos do governo do Estado. Se não houvesse o acordo, a PM entraria em ação.


