Curitiba - A meta do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) é assentar 400 mil famílias nos próximos quatro anos, sendo 2,4 mil famílias no Paraná ainda em 2007. ''Vou perseguir essa meta'', garantiu o presidente do Incra, Rolf Hackbart, ontem de manhã, em Curitiba, diante para uma platéia de centenas de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
''Vamos continuar destinando terras para reforma agrária, mas é preciso investir nos assentamentos existentes, e para isso a assistência técnica será uma de nossas prioridades'', afirmou Hackbart. Ele participou em Curitiba do encontro Terra e Cidadania, promovido pelo Instituto de Terras, Cartografias e Geociências da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
Segundo Hackbart, o orçamento da União para o Incra já está sendo liberado, mas ele pretende pedir suplementação orçamentária de R$ 1 bilhão para infra-estrutura e assistência técnica. Hoje 8 mil projetos de assentamento estão em andamento no País, com 1 milhão de famílias.
O coordenador estadual do MST, José Damasceno, considerou a meta de assentar 400 mil famílias ''razoável, desde que seja cumprida''. Ele lembrou que o governo não atingiu a meta do primeiro mandato de Lula. Apesar do governo afirmar que assentou 400 mil famílias nesse período, 50% desses processos foram de regularização fundiária e não para fins de reforma agrária.
Para ele, a meta de 400 mil famílias assentadas não atende a demanda do MST. Hoje há 150 mil famílias à espera de assentamento no Brasil. ''Precisava assentar 150 mil por ano. O ideal seria assentar 1 milhão de famílias, para fazer uma reforma agrária massiva, com distribuição de terras, assentamento de famílias e aplicação de crédito''.

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